quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Em busca do «templo» de serviço....

Hoje senti-me dentro de um daqueles emails que nos enviam a gozar com os serviços públicos... e pude constatar assim que esses emails são realmente verdade... e que a função pública se descarta constantemente das suas funções ou altera legislações sem nos informar devidamente...



Quarta de manhã: ligo para o sindicato ao qual pertenço e de quem não tenho nada a apontar, pois só erram quando o Ministério «esconde» informações. Dizem-me que, para validar o meu tempo de serviço, posso dirigir-me à minha escola de validação, que eles enviarão um requerimento à DREN para tal efeito.

Quarta - 14h20 - dirijo-me à escola de validação, mas sou informada de que a secretaria não está aberta, só abre às 15h e fecha as 17h30m. Pergunto, então, a que horas fecha pela manhã e recebo a informação de que fecha às 11h30. Conclusão, afinal quantas horas trabalha um funcionário numa secretaria da escola??? Mas ele trabalha, afinal?? E quem são as pessoas que podem largar o seu emprego para se dirigirem a uma secretaria de escola com tal horário????? Só os funcionários públicos, presumo...

Quinta - 11h20m - Venho de Barcelos a correr para poder chegar a horas à famosa secretaria da Escola. Consegui. Finalmente, vou validar o meu tempo de serviço. «Não, isso não é aqui, tem de ir à DREN (Porto)...». Socorro!!!!!!!!!!!

Quinta - 11h45m - volto a ligar para o meu Sindicato, que me responde a dizer que a escola deveria fazer isso, mas normalmente não acompanham a legislação. Como alternativa, consultam comigo (mesmo via telefone) o site DGRHE (Direcção Geral dos Recursos Humanos de Educação), site oficial do Ministério da Educação, onde diz os passos que devo seguir. Começo então a juntar as papeladas necessárias, a realizar requerimentos e declarações. Tudo pronto. Ligo para a DREN para confirmar e não atendem, nunca...

Quinta - 15h00m - Chego à DREN. Vitória! Consegui ir para o Porto a conduzir e não me perder :-p Não está ninguém, sou logo atendida. Afinal está a correr bem! «Não, isso não é aqui. Agora é pela Internet e depois vai ao Grupo de Apoio às Escolas». O QUÊ???????????????????? Apresento as minhas provas, a impressão da página do site do Ministério a dizer o que devo fazer. «Ah, não, o Ministério tem outro site oficial, onde há outra informação, um site da DREN». SOCORRO!!!!!!!!!!!! Como podem haver informações diferentes do Ministério????

Quinta - 18h00 - Ligam-me do Sindicato a dar novas informações. Dizem que tentaram ligar toda a tarde para a DREN, mas nunca atendiam. E novidades??? Informam-me do que eu já sabia e explicam-me contudo que eu tenho d ir à Internet preencher um formulário que diz que é só para quem tem Habilitação Própria. Mas eu tenho Habilitação Profissional? «Pois, mas o Ministério é assim e tens de preencher mesmo essa...» e depois ir ao Centro de Apoio às Escolas.

Quinta - 18h10 - Tento entrar na página da DREN. NÃO ABRE!!!

Quinta - hora presente - a cortar os pulsos.

Próximos capítulos - Eu, de pulsos cortados, a preencher um formulário que não é para a minha habilitação e a dirigir-me a Viana do Castelo, ao famoso Centro de Apoio às Escolas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

AS FOLHINHAS QUERIDAS...

A minha mensagem de hoje é direccionada, principalmente, para todas as mulheres da geração de 70/80 (e desculpem-me os homens, mas realmente acho que não compreenderão o assunto do qual vou hoje falar e, portanto, escusam de ler o resto). De facto, hoje vou falar das FOLHINHAS QUERIDAS!!!!
Qual é a mulher que não se lembra de coleccionar folhinhas queridas? Lembrei-me hoje disto, porque, nas suas arrumações, a minha mãe encontrou uma capa com as milhentas folhinhas queridas que eu coleccionava. Que recordações me trouxe ela!!! Mal abri a capa, além de ver todas as folhinhas e de me lembrar de várias, senti o cheiro agradável que emana dali e que me recorda a infância ... Foi mesmo engraçado!!! Imensas memórias me vieram à cabeça.
Lembro-me, perfeitamente, de levar orgulhosamente a minha capa para a escola, não só para mostrar às minhas amigas todo o arsenal de folhinhas que lá tinha, como para trocar com elas e aumentar assim o seu número. Lembro-me também de ter folhinhas normais, mas outras que eram especiais, por serem raras de encontrar!!! Essas nunca as trocava, pois eram a «Taça» das folhinhas queridas!!! :-D Lembro-me ainda de que, quando recebia um bloco com novas folhinhas, era um espectáculo, pois podia arrancar folhas dele e trocá-las por outras das minhas amigas. Lembro-me também de chegar a casa e contar, então, quantos folhinhas queridas eu tinha e ficar toda contente de cada vez que aumentava o seu número!!!
Se ainda algum homem não desistiu de ler este post (mesmo com o meu aviso), primeiro chamo-o de CUSCO :-D, depois digo novamente que não compreenderá o que isto significa. Talvez compreenda se eu disser que deve ser equivalente às colecções de cromos para as cadernetas. Sim, era algo especial e que nos encantava os dias.
Tudo isto me fez pensar, então, nos tempos de hoje, em que convivo com tantas crianças todos os dias e nunca vi nenhuma delas ter algo de especial assim. Quem é a criança que agora faz uma colecção??? Raras são elas... Aliás, se elas começassem alguma colecção, iam logo comprar tudo o que dissesse respeito a ela e perdia a piada. Nós, geração de 70/80, não! Nós demorávamos muito tempo, porque íamos comprando aos poucos e apreciando tudo com maior prazer...
Nostálgica ou não, o certo é que nós éramos e somos ainda uma geração engraçada!!!! A geração das FOLHINHAS QUERIDAS!!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Venham mais 30!!!!

Sexta-feira 13... 1979... surgiram os... Xutos & Pontapés!!!!
Chegamos, assim, à conclusão de que, afinal, as sextas-feiras 13 não são de azar, mas sim de sorte, caso contrário não se comemorariam hoje os 30 anos de uma das mais antigas bandas portuguesas. Realmente é de louvar que uma banda portuguesa dure tanto tempo e sempre com tanto sucesso!!!!
Posso dizer que esta, apesar de não ser uma banda que ouça sempre, é uma das bandas que mais marca a minha vida, pois recordo-me das suas músicas desde a minha infância. Começa com o disco de vinil da música «Minha casinha», ainda na minha casa!!!! Depois, com o primeiro concerto a que assisti, nos bons tempos da Semana da Juventude... em todos os Enterros da Gata... no festival do Sudoeste...e até no Karaoke da recente Passagem de Ano :-p... enfim, ver Xutos & Pontapés ao vivo, ouvir e cantar as suas músicas, ver como muitas se adequam ao que pensamos, dançar e até saltar ao som dos «Contentores», a mostrar que as coisas podem ser «À minha maneira», à «Procura de quem não esqueci...», julgo que faz parte, principalmente, das gerações de 70/80... «Não, não sou [a] únic[a] a pensar assim» :-p
Venham mais trinta...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Um dia raro...




Hoje foi um dia especial...nevou em Vila do Conde! Algo muito estranho e que já não se via há cerca de 20 anos... e com esta frase é que vi que realmente estou a ficar velha, pois já me lembro de cenas que ocorreram há tanto tempo...
De facto, andava eu na 1.º classe, quando nevou cá! A professora deixou-nos vir brincar um pouco cá para fora, mas logo nos mandou para dentro com medo de que ficássemos doentes. Confesso que fiquei um pouco frustrada! Neva uma vez no século, quase, e ela manda-nos para dentro?! Se ficássemos doentes, também não seria a única vez nesse mesmo Inverno...
Bem, como não quis fazer o mesmo com as minhas alunas, mal vimos a neve a cair deixei-as ir lá para fora e estarem à vontade. Nesse dia, os trabalhos de casa e a gripe pouco interessavam, julgo eu!!! Para ser ainda mais radical, ainda fomos à procura de mais neve, pois entretanto parou de nevar em Vila do Conde. Assim, fui buscar também a minha mãe e o meu sobrinho e lá fomos nós, na direcção de Famalicão, em busca de paisagens bonitas e raras por estes lados. A beleza estava precisamnete aí, na raridade...
Foi, de facto, uma manhã especial!!! A paisagem era linda, quanto mais íamos para o interior, mais o branco predominava, campos, casas, muros, estradas,... Tudo vestido de branco e uma calma extraordinária. A paisagem tão estática transmite, precisamente, essa paz. E depois a cara dos meninos, fascinados como que viam, fez também valer a pena este passeio da década!!!
Adorei poder partilhar mais um momento com a minha mãe, sempre presente, e com o meu sobrinho, que viu neve pela primeira vez, comigo.
A felicidade está no apreciar destes pequenos momentos, nestas «little things» na vida e hoje foi um desses momentos...