terça-feira, 19 de outubro de 2010

ROBIN SCUT!!!!!!!!!


Durante toda a nossa infância, assistimos a inúmeros filmes e desenhos animados que nos mostravam o famoso Robin Hood, aquele que lutava contra a pobreza e exploração ao povo, aquele que roubava os ricos e dava aos pobres... Robin Hood, um fora da lei que vivia na Floresta de Sherwood, daí o seu cognome "dos Bosques", pois escondia-se entre as frondosas árvores que ninguém mais ousava ultrapassar, juntamente com os seus companheiros de luta, como João Pequeno, por exemplo... Robin Hood, um herói que nada mais queria do que dar aos pobres e tirar aos ricos, não ambicionando grandes bens para si a não ser disfrutar da liberdade!
Durante toda a nossa infância, víamos também nessa saga o Xerife, o homem mau que assustava aldeias e vilas, ameaçando pessoas, cobrando altos impostos em nome de um Reino em ruína... mas que mais não passava de um reino governado por homens ambiciosos que queriam era mais dinheiro e mais e mais...

Ora bem, perante tais lembranças, não pude deixar de pensar se não existiria nestes nossos tempos modernos, não um Robin Hood, pois as florestas já são escassas e as que ainda restam vivem em chamas constantes, mas sim um............. ROBIN SCUT!!!!! Pois é, julgo que nos falta nesta nossa era difícil um herói, melhor ainda, um grande herói, que nos retire deste roubo dissimulado que são as SCUT...

O que pensei é que antigamente eram bem mais corajosos do que nós. Primeiro existia um herói que lutava contra o terrível governo, usando uma simples espada e os seus companheiros, usando meios simples, mas eficazes... Existia também um homem que dava a cara e ia de vila em vila exigir o dinheiro dos impostos, não temendo as represálias do povo... um vilão que não temia nada, que enfrentava directamente o povo...
E agora, o que temos nós??? Vilões por todo o lado, mas que não se aproximam... vilões que vão directamente à nossa conta bancária buscar o dinheiro de que precisam e nem ameaças nos fazem, simplesmente colocam uns dispositivos manhosos nas estradas, muitas das vezes mal sinalizados, porque assim nós notamos menos no dia-a-dia, e sem nós darmos conta, a nossa conta vai sendo esvaziada suavemente...

Então eu pergunto: onde está um ROBIN SCUT, que dispare contra esses dispositivos implantados nas nossas auto-estradas (ou estradas designadas como tal, mas com pouca aparência de tal) e arranje uma tecnologia que nos faça ir directamente aos cofres do Estado recuperar o nosso dinheiro?????? Há voluntários?????

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Clubes de Vídeo


Eu ainda sou do tempo em que existiam clubes de vídeo… e isto ocorreu há cerca de UM ANO!!!!
Pois é, esta semana pensei num filme para apresentar aos meus formandos. Ok,ok, claro que eu poderia sacar esse filme e tudo seria simples… se eu soubesse fazê-lo!!! Claro que também estou a imaginar a cara de muitos que pensam: como é que ela não sabe sacar um filme pela net??? De facto. O certo é que nunca tentei sequer fazê-lo e julgo que isso não está nos meus horizontes a curto prazo. Já quando pretendo ter uma música, uso as novas tecnologias, mas o…………… msn. Sim, sim, o msn, pois abro a janela de um amigo e digo-lhe se ele me arranja determinada música. Esta é a minha forma simples e tecnológica de arranjar inúmeras músicas e tenho conseguido resolver essas minhas questões
Contudo, nesta semana queria então um filme e pensei em alugá-lo e até dar uma vista de olhos noutros filmes, para ter ideias para futuras sessões. E de repente, pergunto-me: mas onde existe um clube de vídeo???? Cheguei então à conclusão de que JÁ NÃO EXISTEM!!!!!!
O que é isto??? Que é feito daquele ritual de ir com os amigos ou o namorado procurar um filme e já agora comprar todas aquelas guloseimas que estavam no balcão mesmo para nos tentar, como pipocas, chocolates, chiclets… Que é feito daquele ritual de emprestarmos o nosso cartão do clube de vídeo a um amigo e ele nos deixar lá um calote??? Que é feito daquele ritual de nos esquecermos de entregar o vídeo no devido prazo???
Pois é, nada disso existe já… agora as pessoas ou vão ao cinema ou sacam os filmes na net, uma forma muito mais económica, mas não com tanta magia como antigamente. A toda a hora podemos ver um filme, enquanto que antigamente ansiávamos pela hora do nosso filme de eleição chegar ao clube de vídeo para o vermos…
Os meus sobrinhos já não poderão lembrar-se dos tempos dos clubes de vídeo… e eu penso… eu ainda sou desse tempo :-p

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pedir desculpas!!!


Ontem estava em casa a ver televisão e a assistir a uma série que me tem interessado particularmente, isto porque tem apresentado momentos muito semelhantes aos vividos pela minha família há uns anos atrás. É nisto que os realizadores ganham, quando conseguem chegar desta forma ao espectador, ao ponto de cada um de nós olhar para esta ou aquela personagem e se rever nessa ou se rever simplesmente num momento e daí, vendo de fora, tudo fica mais claro e mais facilmente será compreendido.

Não sou uma fã de televisão e raramente a vejo, contudo, acho que a televisão tem este poder fantástico nas pessoas, o de nos vermos de outra perspectiva e até de aprendermos dessa forma, de nos levar a reflectir sobre determinada situação.

Ora ontem assisti a um diálogo interessante, para mim, pelo menos, onde alguém perguntava ao outro o porquê de nunca ter pedido desculpa a determinada pessoa, sabendo claramente que errara. E o outro respondeu que nunca o fizera nem nunca teria sido capaz de o fazer, porque durante todos aqueles anos não tomara consciência do que fizera de errado, sabia que errara em algo, mas não sabia concretamente em quê e também não conseguia alterar em nada o seu comportamento. Logo, de que adiantaria pedir desculpa e continuar a fazer o mesmo??? Só naquele momento e passados tantos anos, vira o ponto fulcral da questão e sabia que esse seu comportamento tinha de ser alterado e conseguia fazê-lo a partir de agora. Logo, só agora faria sentido pedir desculpa.

Achei interessante esta questão porque, na verdade, quantos de nós sabemos que magoamos esta ou aquela pessoa, que agimos mal numa situação, mas nem sempre somos capazes de pedir desculpa. Eu própria já hesitei muitas vezes. E a razão é simples, sabemos que erramos, assumimos aos outros que estivemos mal, mas… não pedimos desculpa ao outro… simplesmente porque ainda não tomamos consciência de que precisamos mudar, de que ainda não somos fortes o suficiente para não errar novamente nessa situação!!!

Ora, isto pode parecer-vos estranho e banal, mas para mim esclareceu-me muita coisa e já não espero um pedido de desculpa. Sei que só o farão pessoas esclarecidas com a vida e consigo próprias.
Aprendi então que ao pedirmos desculpa não nos estamos a rebaixar, não estamos a perder o orgulho e a sermos menores, muito pelo contrário, estamos a ser grandes, a ser melhores cada dia. Por isso mesmo, sei que agora vou ficar muito mais feliz e aliviada quando eu souber pedir desculpa, pois verei em mim uma mudança para melhor, uma tomada de consciência que me ajudará a crescer e a adquirir mais personalidade.

Por isso, desculpem se este texto vos aborreceu, mas eu tomei consciência de que o precisava escrever :-P Como dizia o outro: “Deita cá para fora!!!”

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O "outro"


O Estado contribui bastante para que a vida de professor contratado seja muito dinâmica e cheia de aprendizagens. Vejamos essa formação ao longo da vida:

Primeira aprendizagem - sabermos assumirmo-nos como "outros", ou seja, quando nos perguntam pela profissão, devemos dizer simplesmente "Outros", já que o Ministério da Educação nos intitula como tal. Sempre que preenchemos qualquer impresso, devemos colocar a nossa situação em "outros" e não em Professor x ou y.

Segunda aprendizagem - aumentarmos os nossos conhecimentos de Geografia. Ficamos a conhecer mil e uma terras e mil e uma estradas, já que muitas vezes nos podemos encontrar a leccionar um mês numa escola e outro mês noutra. Neste ano lectivo, vá lá, só estive emm duas escolas e conheci paisagens muito diferentes. Fiquei a conhecer uma terrinha à beira mar, no centro do nosso Portugal, e uma terrinha no meio do nada, no verde minho, rodeada de montes por todo o lado. Fiquei também a conhecer vários acessos, a ter um completo GPS na minha cabeça.

Terceira aprendizagem - como conseguir encher de pontos os cartões das bombas de gasolina em apenas um mês. Na verdade, é muito fácil fazermos imensas viagens e conhecermos todos os postos de gasolina que existem por esse país. Gastarmos grande parte do nosso dinheiro em gasolina que evapora à velocidade da luz, mas felicitemo-nos pois podemos juntar pontos nos cartões da Galp, Bp e tantos outros, que nos podem dar descontos como 0,05€ por cada litro. Fantástico!!!!!

Quarta aprendizagem - como conseguir trocar de casa em apenas dois dias. Os professores contratados ficam colocados de um dia para o outro numa nova escola e têm rapidamente de arranjar um lugar onde morar, nem que seja por um mês, se for distante das suas casas. O seu carro automaticamente passa a ser uma carrinha imaginária onde pode transportar tudo. Além disso, o professor terá de sustentar essas duas casas, mas dará graças ao Estado por lhe dar trabalho.

Quinta aprendizagem - Como desenvolver as suas competências sociais - o professor "outro" tem de conhecer a cada mês ou a cada momento novos colegas e novos alunos, tem de saber falar e integrar-se rapidamente para que aquele mês seja bem aproveitado. O certo é que o professor fica a conhecer pessoas em todos os cantos do país e há sempre alguém, numa escola,que conhece alguém que já conhecemos anteriormente :-p

Sexta aprendizagem - Como não desenvolver laços afectivos, isso só lhe trará dificuldades. O professor deve agir tipo robot, para não se envolver com a comunidade escolar, pois dali a uns dias já a terá de deixar e só irá sofrer se estiver demasiado apegado.

Sétima aprendizagem - Como dar aulas sem manuais e sem conhecer absolutamente nada dos alunos- o professor é lançado para as aulas, com novo horário e que se arranje, que prepare algumas "treta" para entreter e que procure conhecer os alunos. Isto desenvolve no professor a competência do "Salve-se quem puder" e desenvolverá assim as suas competências do desenrasque!!!

Se o professor conseguir realizar toda esta formação, superar todas estas aprendizagens, tornar-se-á um robot, tal como se quer, e um ente frio e insensível, que apenas obedece...

Ora, perante toda esta aprendizagem ao longo da vida, julgo que o Estado se esqueceu apenas de dois PORMENORES, isto é, de saber se o professor consegue realizar um bom trabalho num mês e se os alunos ganham com tudo isto e aprendem mais...

A nossa sorte é que o Professor "outro" (contratado) é uma pessoa sempre porreira, cheia de vontade de trabalhar, de socializar, de aprender e de melhorar, de contactar com a comunidade escolar e de fazer algo por estes nossos futuros adultos. Viva ao "outro"!!!!! :-D